
A Secretaria Municipal de Saúde (SEMSA), através da Vigilância em Saúde e Controle de Vetores, iniciou nesta semana uma ampliação da estratégia de enfrentamento ao Aedes aegypti que já acontece no município, agora no distrito de Nova Porto XV. As equipes começaram a instalação de ovitrampas, armadilhas específicas para monitoramento de ovos do mosquito transmissor da dengue, zika e chikungunya.
A ação funciona como um “radar” de alta precisão, permitindo identificar a presença do mosquito antes mesmo do surgimento de novos casos, o que torna a atuação mais rápida e eficiente no combate às arboviroses.

Diferente das vistorias tradicionais, a ovitrampa simula um ambiente ideal para a reprodução do mosquito. O dispositivo consiste em um pequeno recipiente escuro com água e uma palheta de madeira, onde a fêmea deposita os ovos. Semanalmente, os agentes recolhem esse material para análise, gerando dados estratégicos para o controle vetorial.
A partir dessas informações, são calculados dois indicadores importantes: o Índice de Positividade de Ovitrampas (IPO), que aponta as áreas com presença do mosquito, e o Índice de Densidade de Ovos (IDO), que revela a intensidade da infestação em cada local.
Com esses dados, a equipe consegue mapear com precisão os pontos críticos, organizando ações direcionadas como mutirões de limpeza, bloqueios com inseticida e visitas domiciliares nas regiões que mais precisam de atenção.

Para o sucesso da estratégia, a participação da população é essencial. Os agentes de endemias, devidamente identificados, realizam a instalação das armadilhas em locais estratégicos de alguns quintais. Aos moradores, cabe apenas manter o equipamento no local indicado, sem mexer ou remover.
A SEMSA enfatiza que as ovitrampas são seguras, não aumentam a presença de mosquitos e funcionam exclusivamente como ferramenta de monitoramento, representando mais um avanço no uso da tecnologia e da informação para proteger a saúde da população e antecipar ações no combate às doenças transmitidas pelo mosquito.