Festa de Nossa Senhora dos Navegantes
Bataguassu – Mato Grosso do Sul

1. INTRODUÇÃO

O que se vai ler a seguir é o registro da festa religiosa mais tradicional do Município de Bataguassu, Estado de Mato Grosso do Sul: Festa de Nossa Senhora dos Navegantes, celebrada há 60 anos pelos devotos da padroeira dos marinheiros, pescadores e viajantes. São fatos vividos, celebrados ano após ano, contados por antigos moradores, desde a época do Porto XV de Novembro, passando por suas transformações até a criação do Distrito da Nova Porto XV.

DO PORTO XV DE NOVEMBRO À NOVA PORTO XV:

Para entender melhor essas transformações é importante mencionar o processo de colonização que resultou no surgimento do Porto XV de Novembro.

[...] Quando o bandeirante Manoel da Costa Lima resolveu descobrir o caminho que poderia estabelecer a ligação entre Campo Grande - MS e o Estado de São Paulo, empreendeu uma expedição partindo de sua fazenda ‘Ponte Nova’, na região de Vacaria, que tomou o rumo leste, em busca do Rio Paraná. Antes de atingir o objetivo, foram obrigados a regressar. Sem desanimar, prepararam outra expedição e assim conseguiram chegar até o lugar denominado ‘Matinha’, próximo à margem direita do Rio Pardo, distante 15 quilômetros de sua foz, no Rio Paraná. Sem saber que estavam tão próximos de sua meta final e sem mantimentos, retornaram. Em 1904, Manoel da Costa Lima e seus companheiros empreenderam nova expedição, alargando as primeiras trilhas para passagem de carros-de-boi, instalando um acampamento na Matinha para o plantio de cereais, prosseguindo até a foz do rio Paraná, onde encontraram um local apropriado para um porto fluvial. Por ser aquele dia 15 de Novembro, batizaram-no como ‘Porto XV de Novembro’.

No dia 8 de outubro de 1908 foi dado início à navegação a vapor pelos Rios Pardo e Paraná. (IBGE, 2000).

No local desbravado e batizado por Manoel da Costa Lima, surgiu a vila Porto XV de Novembro, que mais tarde seria transformada em Distrito de Bataguassu. Ao longo dos anos, a maioria dos moradores sobrevivia da pesca de subsistência, do tropeirismo e das atividades oleiro-ceramista. Do lado Sul-mato-grossense(1) e na margem Paulista haviam muitos pescadores, marinheiros e funcionários do Serviço de Navegação da Bacia do Prata (SNBP). Todos viviam do Rio Pardo e Paraná.

A ocupação desta região ocorreu efetivamente no início do século XX, a partir da iniciativa do Sertanista e desbravador Manoel da Costa Lima que tinha como objetivo estabelecer ligação comercial com o Estado de São Paulo e libertar o sul do Mato Grosso da longa dependência cultural e econômica da República do Paraguai (Martins, 1984).


Embarcações as quais se faziam o transporte de pessoas e mercadorias de um lado a outro (MT-SP) no Rio Paraná – Começo do Séc. XX.
Fonte: Núcleo Municipal de Cultura – Bataguassu – MS.

 

[...] Porto XV de Novembro teve grande importância para a região na medida em que se desenvolveu no local um pequeno comércio, pousadas, casas de show com a finalidade de atender as grandes quantidades de boiadeiros, marinheiros, pescadores e aventureiros que por ali passavam em função do porto e que necessitavam descansar das longas viagens a cavalo... Posteriormente, teve início um serviço de travessias entre os dois Estados, facilitando o transporte de pessoas e de gado. A economia do distrito era baseada na atividade oleiro-ceramista e na pesca, além do turismo e da agricultura comercial. Além disso, parte da população trabalhava em diversas atividades em Presidente Epitácio – SP, em Bataguassu e nas fazendas e sítios da região. (Santos, 2005)

(1) Depois de uma pequena divisão do estado durante a revolta Constitucionalista onde o sul aproveitou a situação e formou um pequeno governo durante 90 dias, em 1977 o governo federal decretou a divisão do Estado de Mato Grosso, formando então Mato Grosso e Mato Grosso do Sul devido a dificuldade em desenvolver a região diante da grande extensão e diversidade" (Site: Wikipédia).

2. ORIGEM DA FESTA: A PROMESSA DE UM MORADOR

No final de 1944, antes da emancipação político-administrativa do Município de Bataguassu o casal Sr. Joaquim Rodrigues Leite (Quinzinho), sua esposa Bernardina Monteiro Rodrigues Leite (Dª Cota) viviam com seus filhos em uma chácara no Distrito do Antigo Porto XV de Novembro – Bataguassu- MS. A família vivia um período de grande aflição, pois um dos filhos, Bento Rodrigues Leite, pertencente a Força Expedicionária Brasileira – FEB, combatia nos campos da Itália, durante a segunda guerra mundial. “D. Cota e Seu Quinzinho”, um casal religioso e temente buscou na fé o conforto para suas atribulações. Foi quando fizeram a promessa de que se o filho retornasse da guerra com vida e saúde eles construiriam no Distrito Nova Porto XV de Novembro uma capela em homenagem à Nossa Senhora dos Navegantes.

O expedicionário permaneceu durante quatro anos nos combates, período em que unidos em oração a família ansiosa o aguardava. Enquanto esperavam a volta do filho, a família revelou a promessa a alguns amigos, entre eles alguns pescadores, moradores do local, ao Sr. Armênio Macário Ribeiro e o Senhor Juca Monteiro, funcionários do Serviço de Navegação da Bacia do Prata (SNBP). A partir daí surge a idéia de se realizar nesta região, nas águas dos Rios Pardo e Paraná, uma festa religiosa, a Festa da Padroeira dos marinheiros, pescadores e viajantes: “A Festa de Nossa Senhora dos Navegantes”; um dos amigos, Armênio Macário, prometeu doar a imagem da Santa para ser colocada na Capela quando a construção ficasse pronta.

Com o fim da segunda guerra mundial, Bento retorna à casa do pai e a promessa é cumprida. Sr. Quinzinho e o grupo de amigos iniciam no ano de 1947, a construção da capela de Nossa Senhora dos Navegantes no Distrito do Antigo Porto XV de Novembro, que ao término da obra a comunidade recebe a imagem da Santa em grande festa, unindo fiéis das margens Sul-mato-grossense e Paulista.

3. A PRIMEIRA FESTA

A primeira edição da festa em louvor a Nossa Senhora dos Navegantes deu-se no dia 02 de fevereiro de 1948, no Distrito de Porto XV de Novembro, com uma intensa programação religiosa e os festejos sociais realizados durante nove dias de adoração com celebrações, terços, rezas, cânticos e a da Tradicional Procissão Fluvial de Nossa Senhora dos Navegantes, além das manifestações culturais e artísticas: bailes, concursos de “Boneca Viva", leilões, corridas de cavalo, jogos de futebol e brincadeiras populares.

[...] meus avós ficaram muito preocupados... Bento ficou quatro anos na guerra... Assim que construíram a capela já começaram as festas, em 02 de fevereiro de 1948 e por causa das enchentes mudou a data para o dia 15 de agosto. Antigamente, nas festas tinha muitos leilões, prendas, bailes, concursos de bonecas. Tinha muita comida; matavam boi, porco, tinha churrasco com mandioca, era tudo doado: comida, bebida; ninguém comprava nada. Meu avô Quinzinho, Sr. Armênio Macário, João Paulista, Peri Martins, organizavam tudo junto com o povo. Era muito grande a festa! Os padres eram missionários, batizavam muitas pessoas, crianças e adultos... e realizavam casamentos. O povo aproveitava a oportunidade para se casar e também batizar... Desde a época de meus avós já tinha essa tradição dos santos que acompanhavam a imagem de Nossa Senhora dos Navegantes... Minha avó enfeitou os andores de Nossa Senhora dos Navegantes e Santo Antonio até o ano de 1959, a partir daí eu faço a ornamentação do andor de Santo Antonio até hoje[...] (Leite Cardoso 2008).

[...] durante o período da realização da festa de Nossa Senhora dos Navegantes, as pessoas da vila aproveitavam a presença do pároco para realizar batizados, casamentos e outros sacramentos.
O rito religioso era símbolo de agradecimento do povo ribeirinho. Muitas prendas eram oferecidas em gratidão à fartura retirada da terra e do rio. Os nove dias de festa eram marcados por inúmeros rituais e costumes com os quais era selada a relação do homem com as águas e com a terra [...] (Duarte Alves, 2008).

4. MUDANÇA DA DATA

O dia de Nossa Senhora dos Navegantes é comemorado oficialmente pela Igreja Católica em 02 de Fevereiro. As primeiras festas foram realizadas respeitando esta data, porém quatro anos depois da primeira edição, em 1951, a comunidade reunida com os organizadores e autoridades locais decidiram alterar a data para o dia 15 de agosto, devido as características climáticas da região, quando predominavam períodos de fortes chuvas e enchentes. Nesta época, o Porto XV de Novembro ficava praticamente todo inundado, o que dificultava a procissão. Segundo alguns moradores, em uma ocasião a imagem chegou até à antiga capela do Porto XV de Novembro dentro de um bote a remo, acompanhado por poucas pessoas.


Foto - Antigo Porto XV de Novembro no período de alagamento.
Fonte: Assessoria de Comunicação – Prefeitura de Bataguassu – MS.

5. COSTUMES

Os dias e meses que antecedem a festa de Nossa Senhora dos Navegantes são marcados por muito trabalho e alegria. Muitas atividades são desenvolvidas nos preparativos para a realização do evento, entre outras, a ornamentação das imagens e andores. Cada imagem tem o seu padrinho ou madrinha, que as ornamentam com laços, fitas, papel e mastros com coloridas bandeiras para a romaria; ações que constituem envolvimento real da comunidade, testemunho de compromisso e respeito à festa religiosa.

Festeiros - De acordo com alguns moradores antigos, durante alguns anos a organização da festa social ficava sob a responsabilidade de grupos formados por moradores e familiares, chamados ‘Festeiros’. Eram nove grupos e cada grupo era responsável por um dia da festa. Eles eram os responsáveis pela arrecadação das prendas para as quermesses e leilões. Um dos pontos altos eram os bailes, no estilo forró, animados ao som de zabumba e da sanfona, triângulo e pandeiro.


Foto - Cartaz da Festa de Nossa Senhora dos Navegantes de 1966
Fonte: Núcleo Municipal de Cultura – Bataguassu – MS

Algumas brincadeiras proporcionavam momentos de alegria durante os antigos bailes:
A Rosa da meia-noite – Segundo a Sra. Vicência Gutemberg Costa e a Srª Terezinha Fernandes, antes da meia-noite, a rosa era leiloada e o cavalheiro responsável pelo maior lance tinha o “direito” de fazer o convite a sua dama, a quem oferecia a rosa e juntos dançavam à meia-noite, a primeira valsa no salão. E, na seqüência, convidavam a comunidade presente a participar.

O Leilão da Caixinha de Surpresas - Segundo o Sr. Antenor Soares de Oliveira, o Leilão da Caixinha de surpresas era realizado no salão de festas, e ao arrematar a caixa, o responsável deveria cumprir publicamente as “determinações” nela contida, que além de prêmios traziam situações mais inusitadas: uma rosa, uma poesia a ser lida, uma perereca, chupar um limão, dançar com um coelho no salão, etc...

Concurso ‘Boneca Viva’ - Preservado até hoje, o concurso boneca viva é uma alternativa de arrecadação de recursos para a manutenção da festa. Consiste na participação de meninas da comunidade que vendem votos durante os nove dias de festa. Aquela que consegue vender o maior número conquista o título de “Rainha”.


Foto – Concurso “Boneca Viva” Anos 80
Fonte: Teresa do Catatau

7. TRANSFORMAÇÕES GEOGRÁFICAS


Foto – Balsa – Porto XV de Novembro – 1932
Fonte – Diva Câmara Martins

[...] Lá nas margens do Porto XV,
sei que não existe o antigo Cais,
Era onde a balsa encostava,
trazia e levava gente e animais.
Hoje passo por cima da ponte
e vejo que o homem tudo destruiu,
Só por causa de uma grande represa,
nossa natureza ta debaixo do rio.
Esse tempo já ficou pra trás,
não existe mais a saudosa cancha.
Muitos companheiros já morreram,
ficou a saudade, tristeza e lembrança.
São Histórias e fatos reais
que o tempo jamais consegue apagar [...]
(Saudoso Bata, Wagner Viola e Winícius – Carrapicho e Brakiaria, 2006)

A Construção da Ponte Prof. Maurício Jouppert da Silva:
“Ponte do Rio Paraná”



Foto – Construção da Ponte Prof. Maurício Jouppert da Silva – Porto XV de Novembro – 1963 a 1965
Fonte: – Núcleo Municipal de Cultura

No final do ano de 1965 é inaugurada a Ponte Prof. Maurício Jouppert da Silva pelo Presidente Humberto de Alencar Castelo Branco, um marco na história e cultura do povo Sul-matogrossense Estabelecendo ligação entre MT e SP, além de ser caminho natural para a Bolívia e Paraguai, uma via muito utilizada para as relações comerciais, chegada e entrada de mercadorias e pessoas; impulsionando também, o escoamento dos produtos comercializados pelos pioneiros instalados às margens dos Rios Paraná e Pardo, como a extração da madeira, criação de gado, etc.

A obra foi iniciada em 1963 e construída pela empresa Sergio Marques de Souza S. A - Engenharia e Comércio. É a principal obra da Rodovia BR-267, e com seus 2.550 m de extensão é uma das mais importantes obras da Engenharia Nacional. Também considerada elemento fundamental para a memória social de Bataguassu, e em especial à comunidade do antigo Distrito de Porto XV de Novembro, hoje denominado Nova Porto XV.

Atualmente, a ponte liga-se a Mato Grosso do Sul através de um aterro de cerca de 10 quilômetros, construído para elevar a rodovia em conseqüência da cheia do lago da usina hidrelétrica Engenheiro Sérgio Motta. Do lado sul-mato-grossense está o município de Bataguassu, de onde continua a BR-267, e do lado paulista o município de Presidente Epitácio, onde acaba a rodovia Raposo Tavares. Fonte: Núcleo Municipal de Cultura – Bataguassu – MS.


Foto aérea da Ponte Prof. Maurício Jouppert da Silva sobre o Rio Paraná, antes da cheia do Reservatório da Usina Sérgio Motta. (1998). Primeiro plano Presidente Epitácio (margem esquerda), ao fundo Porto XV de Novembro (margem direita). Fonte: Núcleo Municipal de Cultura – Bataguassu – MS


De 1948 a 1997, as festividades de Nossa Senhora dos Navegantes foram realizadas anualmente com a tradicional procissão fluvial pelos Rios Pardo e Paraná.

Em 1998, com a construção da Usina Hidrelétrica Engenheiro Sérgio Motta e a formação do reservatório de Porto Primavera, a população de Porto XV de Novembro teve que ser relocada para um novo espaço, a Nova Porto XV, a 12 quilômetros da antiga margem.


Distrito Nova Porto XV de Novembro


Vista aérea do Distrito da Nova Porto XV antes da cheia do lago (1988).
Ao fundo a região atualmente alagada.
Fonte: Assessoria de Imprensa - Prefeitura de Bataguassu

[...] O distrito de Nova Porto XV está localizado no Município de Bataguassu, Estado de Mato Grosso do Sul, às margens do rio Paraná (margem direita), divisa com o Estado de São Paulo. Esse distrito caracteriza-se atualmente por ser um novo espaço construído, resultado da relocação da população que habitava o antigo Porto XV de Novembro. (Santos, 2005).

 


Divisa entre SP e MS Lago da Usina Hidrelétrica Engº Sérgio Mota (2005)
Foto: Márcio Romanini

8. IMPACTOS

Com as mudanças geográficas, com o enchimento do lago, nos anos de 1999 e 2000 foram realizadas as únicas procissões via terrestre da história. As imagens foram conduzidas pelo caminhão do corpo de bombeiros e, em vez de barcos, os devotos acompanharam a romaria em carros e ônibus. Em 2001, a procissão voltou a ser realizada por via fluvial, permanecendo assim até os dias atuais.

9. TRADIÇÃO E FÉ

A programação religiosa da festa tem início com a celebração das novenas na Capela de Nossa Senhora dos Navegantes, são nove dias de adoração compreendendo missas, terços, rezas e cânticos celebrados de 06 a 15 de agosto, dia em que culmina com a Procissão Fluvial de Nossa Senhora dos Navegantes, o clímax da celebração.


Novena e Missa com Coroação de Nossa Senhora - 2007
Foto: Márcio Romanini


Bênção aos Pescadores - 2007
Foto: Márcio Romanini


Anualmente, no dia 15 de agosto, o andor com a imagem de Nossa Senhora é levado pelos devotos, ao som de cânticos e louvores, até o “barco andor”, grande embarcação fluvial ornada com mastros, flores e coloridas bandeiras; a imagem da Santa é acompanhada de outras sete imagens: São Benedito, Nossa Senhora Aparecida, Santa Terezinha, Nossa Senhora das Graças, Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, São Judas Tadeu e Santo Antônio. Centenas de pessoas participam da procissão fluvial rumo à margem paulista, são devotos que confiam suas vidas a proteção dos santos.


Procissão Saída das Imagens na Nova Porto XV – 2007
Fonte: Assessoria de Imprensa - Prefeitura de Bataguassu
Foto: Márcio Romanini

A travessia tem início no Distrito de Nova Porto XV na margem Sul-mato-grossense, e segue até o Município de Presidente Epitácio, na margem paulista, quando em procissão, os fiéis se dirigem ao Píer Turístico, onde se unem àquela comunidade, participando da missa campal, celebração religiosa tradicional realizada ao ar livre. Após a santa missa, retornam na embarcação fluvial para o Distrito de Nova Porto XV, em procissão terrestre seguem, em oração, à Capela Nossa Senhora dos Navegantes, momento em que os fiéis pedem proteção e bênçãos especiais aos santos ali invocados; fazem os agradecimentos pelas graças alcançadas e na oportunidade renovam as suas promessas.


Devota na Capela de Nossa Senhora dos Navegantes - Nova Porto XV
Fonte: Assessoria de Imprensa - Prefeitura de Bataguassu.
Foto: Márcio Romanini


Missa Campal em Presidente Epitácio - SP
Fonte: Assessoria de Imprensa - Prefeitura de Bataguassu.
Foto: Márcio Romanini

 

9. A FESTA NOS DIAS ATUAIS

Em outras edições da festa, além da colaboração da comunidade, os organizadores sempre contaram com o apoio das Prefeituras de Bataguassu-MS e de Presidente Epitácio-SP, o que não é diferente nos dias atuais. Porém, diferente de outras épocas, hoje a festa conta muito mais com o apoio do poder público. Na sua 59ª e 60ª edição, por exemplo, a festa teve uma importância ainda maior, pois além do caráter religioso, ganhou dimensão social. Toda a arrecadação do evento foi destinada à construção de centro de atendimento às crianças carentes da Nova Porto XV, que será administrado pelo Projeto Cáritas Paroquial, da Paróquia São João Batista, e levará o nome de ‘Projeto Nossa Senhora dos Navegantes’.

Devido à sua tradição de 60 anos, e ao grande número de devotos e turistas de todas as regiões que o evento atrai, a festa de Nossa Senhora dos Navegantes está incluída no calendário oficial de eventos do Estado de Mato Grosso do Sul.

11. REFERENCIAIS BIBLIOGRÁFICOS

Fonte: IBGE, 2000
Site: Wikipédia
DUARTE ALVES, Andréia. Histórias de pescadores: Memórias de Vidas Submersas, pág. 56, Assis, 2007. Dissertação de Mestrado-Faculdade de Ciências e Letras de Assis – Universidade Estadual Paulista.
MARTINS, Diva Câmara, Bataguassu, 1984.
Paróquia São João Batista, Bataguassu-MS, Livro Tombo.
SANTOS, Ricardo dos. (2005) “Qualidade de vida na Nova Porto XV”. Monografia de bacharelado do curso de Geografia da FCT/UNESP de P. Prudente-SP.
Acervo Cultural Videográfico e fotográfico (2007), Núcleo Municipal de Cultura – SEMEC, Projeto Bataguassu: Nossa Terra, Nossa História, Nossa Gente, 2007.
Acervo fotográfico (2007) Assessoria de Imprensa da Prefeitura de Bataguassu – MS.

11. ANEXOS:


ORAÇÃO DE NOSSA SENHORA DOS NAVEGANTES


Ó Nossa Senhora dos Navegantes, Mãe de Deus, Criador do céu, da terra, dos rios, lagos e mares; protegei-me em todas as minhas viagens. Que ventos, tempestades, borrascas, raios e ressacas, não perturbem a minha embarcação e que monstro nenhum, nem incidentes imprevistos causem alteração e atraso à minha viagem, nem me desviem da rota traçada. Virgem Maria, Senhora dos Navegantes, minha vida é a travessia de um mar furioso. As tentações, os fracassos e as desilusões são ondas impetuosas que ameaçam afundar minha frágil embarcação no abismo do desânimo e do desespero. Nossa Senhora dos Navegantes, nas horas do perigo eu penso em vós e o medo desaparece; o ânimo e a disposição de lutar e de vencer tornam a me fortalecer. Com a vossa proteção e a benção de Vosso Filho, a embarcação da minha vida há de ancorar segura e tranqüila no porto da eternidade. Nossa Senhora dos Navegantes, rogai por nós!

 

ORAÇÃO DE NOSSA SENHORA DOS NAVEGANTES


Ave, Estrela do mar, Virgem poderosíssima, Mãe e advogada de todos os que navegam no mar proceloso da vida! À vossa valiosa proteção confiou-nos o vosso Divino Filho, para serdes nossa guia, proteção, consolo e alento durante a nossa vida terrestre. Refugiando-nos, cheios de confiança, debaixo do vosso manto maternal, sede-nos farol, sede-nos sempre a brilhante Estrela do mar que nos oriente, a fim de que nunca pereçamos, nem nos desnorteemos da rota segura que nos levará ao porto da eterna bem-aventurança, onde em companhia vossa, do vosso Divino Filho e de todos os santos gozemos a serenidade da vida em Deus para sempre. Amém!

HINO A NOSSA SENHORA DOS NAVEGANTES

Eia povo devoto a caminho,
Sob a vista bondosa de Deus
Vamos todos levar nosso preito
À bendita Rainha dos céus!

Salve, ó Virgem Mãe Piedosa!
Salve estrela formosa do mar!
Santa Mãe dos navegantes
Sobre nós lançai olhar. (bis)
Nossas almas desfiram ferventes
Sobre a terra e água do mar
Lindos hinos de amor procurando
A Rainha dos céus exaltar.

Nossa vida será mais tranqüila,
Toda cheia de flores e luz,
Se nós formos buscar doce abrigo
Sob o manto da Mãe de Jesus!

LEMBRANÇAS


Lembrança da Festa de Nossa Senhora dos Navegantes de 1951

 


Cartaz festa de 60 anos

 

+ FOTOS


Antigo Porto XV de Novembro (vista parcial)


Procissão fluvial Rios Pardo e Paraná


Procissão Fluvial pelo Lago da UHE Engº Sérgio Mota (2007)


Antigo Porto XV de Novembro
Capela de Nossa Senhora dos Navegantes (centro)
e Salão de Festas (direita)


Capela de Nossa Senhora dos Navegantes
Distrito da Nova Porto XV (2007)

FOTOS DA PROCISSÃO


Missa campal - Presidente Epitácio - SP

 

FESTEJOS POPULARES


Show (2007) Foto: Márcio Romanini


Show (2007) Foto: Márcio Romanini

 

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Bataguassu - MS, 18 de junho de 2009